Estimados amigos do Esporte Orientação

 

Em uma competição realizada neste ano uma menina de 8 anos, Cat DN1, perguntou a pessoa que o acompanhava, ao lhe mostrarem no mapa um círculo verde e apontarem para uma árvore na natureza: Tio! Um círculo verde não é uma árvore grande?

Esta questão nos faz refletir e alertar sobre uma série de usos incorretos dos símbolos do mapa de orientação.

A CBO, instituição nacional de administração do esporte no Brasil, passa  com esta mensagem esclarecer sobre alguns conflitos de simbologia na construção do campo de jogo do esporte orientação, tais como:

1.      Monte de Pedra

 – Representa-se com um triângulo eqüilátero orientado para o norte um pequeno e distinto grupo de pedras tão juntas que não podem ser marcadas individualmente e nem como área rochosa, por ser pequena a área para ser representada em escala.  Para ser possível a distinção dos montes de pedras com significante diferença em tamanho, é permitido aumentar este símbolo em 25%. O lado do triângulo é de =1.0mm.

 2.       Monte de pedras feito pelo homem

- Representa-se com um círculo preto com um ponto no centro uma pedra ou monte de pedras feito pelo homem. Este símbolo também é usado para um marco de pedra, memorial de pedra ou ponto trigonométrico maior que 0,5 m de altura. O mapeador deve levar em consideração que um monte de pedras feito pelo homem após muitos anos poder ter o aspecto de um montículo (símbolo 112 e 113).

Cor: preta. – 0.16  = 0.8  Ø 0.14

OBS: com relação a este símbolo veja o que diz a International Specification for Orienteering Maps and Control Descriptions: a man made stone or pile of stones. A cairn, memorial stone, boundary stone or trigonometric point in some countries.

3.      Outro símbolo que esta sendo usado de forma generalizada é o “X” verde. Um toco queimado ou carvão é representado por um círculo preto. Não podemos colocar para o mastro da frente da escola um “X” verde só porque é de madeira. Temos que analisar a aparência e o contraste com ao meio para colocar no mapa um “X” verde ou um circulo verde.

 4.      A generalização da classificação da floresta é outro aspecto que nos preocupa, pois nos últimos tempos estão surgindo muitos mapas em que a floresta foi pintada com único tom de verde.  Isto é mais econômico para o mapeador mas é mais caro para o atleta. Se há uma faixa de floresta que permite uma pessoa passar correndo isto tem que ser mostrado com uma cor mais clara, pois pode ser uma boa escolha de rota.

 Atenciosamente,

 JOSÉ OTAVIO

Presidente da CBO