Leitura da Carta com o auxílio do polegar
– Esta é a maneira mais usada para leitura da carta.
O polegar é colocado exatamente na posição onde se encontra o competidor e
movido sobre a carta à medida em que o mesmo se desloca, de modo, que a todo o
momento indica o na carta onde o competidor está. Para melhor manuseio da
carta, dobre-a.
Antes de
iniciar o competidor deve escolher os pontos de ataques ao longo da rota, à
medida em que são atigidos o competidor desloca o polegar para os pontos.
Leitura rudimentar da carta – Muitas vezes quando o terreno é conveniente,
não é necessário a utilização de Pontos de ataques, nesta leitura só são
conferidos os acidentes do terreno facilmente identificados, de tempo em tempo,
ou seja o ponto de ataque é um ponto nítido e inconfundível (casa, arvore,
cruzamentos de estradas, etc...).
Leitura precisa da carta –
Consiste em deslocar-se, cautelosamente, seguindo um rumo dado pela bússola e
observando os detalhes da carta com o terreno.
Escolha Da Rota –
Planejar qual deve ser a rota não é só uma questão de escolher o melhor
caminho a seguir, mas sim o itinerário mais econômico em tempo
e com menor desgaste físico.
Dilema: Se a
linha reta é o menor caminho entre
dois pontos, porque não seguí-la?
Em orientação
nem sempre a linha reta é o melhor caminho. É preciso planejar a rota antes de
iniciá-la.
Faça a
seguinte pergunta:
-
De que direção
é mais fácil atacar o objetivo? (ganhando tempo e menor desgaste físico.
-
É necessário
um ou mais pontos de ataque?
Após
escolhido a rota julgada mais adequada, deve-se ponderar:
-
Se a rota
escolhida pode ser percorrida com segurança;
-
Se não há
outra rota alternativa que se adapte.
O caminho
longo é fácil, versus o caminho curto porém difícil.
-
A única
maneira de se decidir com segurança qual a rota a tomar, é comparar, se o
atleta percorre 400 m em 2 minutos numa trilha e gasta 6 minutos para percorrer
os mesmos 400 m numa floresta de fácil progressão, mesmo que a distancia a
percorrer pela trilha seja 3 vezes maior que a distancia da floresta, a trilha
ainda será a rota mais adequada.
A subida e
descida de um monte versus o seu contorno.
-
Não há
exercício físico que consuma mais energia, tão rapidamente, quanto subir
elevações. Para 5 m de elevação equivalem a 100 m no plano. Aplique a regra,
distancia em linha reta 1.100m + 100 m para cada curva de nível (5m) é 800, a
soma é igual a 1.900m. o contorno é 2.200m a rota ideal é a subida, se o
contorno fosse 1500 m, a rota melhor é o contorno.
-
Certifique-se, se a sua aproximação a um prisma não vai denuciá-lo a outros
competidores, e também quando for saír dele, de uma distancia de 20 metros do
prisma e se oriente-se.
-
O ideal é
que já chegue no prisma sabendo a direção que vai tomar para o próximo
prisma.
-
Esteja
pronto na sua hora prevista de largar; Aqueça antes de sair.
-
Tente
encontrar os seus amigos na área de concentração, mas não disperse a sua
atenção;
-
DESORIENTOU-SE – Pare”
pense” – você pode identificar na carta qualquer um dos acidentes que você
está vendo? Não? Então até que trecho você ainda não estava perdido? Se
preciso volte até o ponto anterior ou no trecho que você ainda não estava
perdido. E recomece seguindo as técnicas de orientação.
-
Se você foi
mal, não ponha a culpa no percusso ou na qualidade da carta. Reflita com calma,
você chegará à conclusão que a culpa foi sua e não dos organizadores da
competição. Após tomar banho procure quem tenha feito o seu percusso, a auto
crítica da técnica utilizada e da rota escolhida é importantíssima. Sobre
tudo aprenda com aqueles que chegaram à sua frente.
PORQUE VOCÊ PERDEU
-
Você corre
em velocidade constante;
-
Você corre
até não poder raciocinar com clareza;
-
Você não
tem ponto de ataque seguro;
-
Você não
se concentra no que está fazendo.
Ética do orientador:
1)
Avise sempre
à chegada no caso de abandonar a prova;
2)
Informações
sobre localização de Pontos de controle
não pedidas a ninguém;
3)
“COLAR”
em outro orientador, traz má fama além de ser contra as regras de orientação;
4)
Deixe a área
insenta de detritos (lixo);
5)
Respeite as
cercas não as danifique, se for necessário passe por baixo delas;
6)
Ame a
orientação e passe este gosto a outros;
Um bom orientador deve
possuir os 5M:
1-
MÁQUINA – Vigor físico, corrida para deslocar
rapidamente;
2-
MASSA – Massa cefálica, inteligência para
escolher e utilizar a melhor técnica para cada problema de deslocamento ou de
localização;
3-
MOTIVAÇÃO – persistência, para manter um rítmo
de progressão;
4-
MATURIDADE – equilibrio emocional, para conter os
impetos e resolver os problemas com rapidez mas racional e serenamente;
5-
MALÍCIA
– para, dentro das normas e da ética, obter o máximo e fornecer o mínimo de
auxílios técnicos no interior de um percusso.
Compilado
por Arilson Lima da Silva
21 maio de 2005